Em 1952, ainda menina, ganhou o primeiro prêmio
como cantora (um vestido azul), interpretando
"Recuerdos de Ypacaraí" no concurso
organizado por Joãozinho da Farmácia.
Aos 16 anos, já morando em Belo Horizonte,
conheceu o violonista Jadir Ambrósio (compositor
do 'Hino do Cruzeiro'), que, admirado com a voz
da menina a levou a vários programas de
rádio, como "Degraus da Fama",
no qual se apresentou com o nome de Clara Francisca.
No ano de 1960, já com o nome de Clara
Nunes (sobrenome da mãe), foi a vencedora
do concurso "A voz de ouro ABC" na fase
mineira, com a música de Vinicius de Moraes
"Serenata do adeus", gravada anteriormente
por Elizeth Cardoso. Logo depois, com a música
"Só adeus", de Jair Amorim e
Evaldo Gouveia, obteve o 3º lugar na finalíssima
realizada em São Paulo. Por essa época,
foi contratada pela Rádio Inconfidência
de Belo Horizonte.
Trabalhou como crooner de boates, teve como baixista
Milton Nascimento, na época, conhecido
como Bituca.
Durante três anos seguidos foi considerada
a melhor cantora de Minas Gerais. Na época,
apareceu pela primeira vez na televisão,
no programa de Hebe Camargo em Belo Horizonte.
Logo depois, em 1963, iniciou um programa na TV
Itacolomi, "Clara Nunes apresenta",
que foi ao ar por um ano e meio, no qual se apresentavam
artistas de reconhecimento nacional, como Altemar
Dutra e Ângela Maria, entre outros. "Eu
contratava quem eu queria, viajava muito. Era
uma espécie de ídolo em Minas. Naquela
época, a televisão tinha vida local,
ajudava a revelar muita gente. Este trabalho me
deu muita base para enfrentar o Rio de Janeiro.
Não vim no desespero. Pude esperar com
calma até gravar meu primeiro LP",
afirmou em uma de suas muitas entrevistas.
No ano de 1965 foi para o Rio de Janeiro. Morou
em uma "vaga" na rua Barata Ribeiro,
em Copacabana. Por essa época, apresentou-se
em vários programas de televisão:
José Messias, Chacrinha, Almoço
com as estrelas e programa de Jair do Taumaturgo.
Ainda nesse ano, fez teste como cantora na gravadora
Odeon e registrou pela primeira vez a sua voz
em um LP lançado pela Rádio Inconfidência
de Minas Gerais, ao lado de outros artistas, pela
mesma gravadora.
Antes de aderir ao samba, cantou bolero, percorreu
emissoras de rádios e televisão,
escolas de samba, clubes, programas de auditórios
e casas noturnas nos subúrbios do Rio de
Janeiro.
Em 1966, contratada pela gravadora Odeon, a primeira
e a única de sua vida, gravou o primeiro
LP, "A voz adorável de Clara Nunes".
No disco interpretou boleros, sambas-canções
e a canção "Adeus Rio",
de autoria de J. Júnior.
No ano de 1968, gravou o segundo disco, "Você
passa eu acho graça", título
retirado da música homônima de Ataulfo
Alves e Carlos Imperial, sendo este seu primeiro
sucesso, fixando sua presença no samba.
No ano seguinte, lançou "A beleza
que canta", disco no qual interpretava "Casinha
pequena", música de domínio
público.
Em 1969, com a música "Ave Maria
do retirante" (Alcyvando Luz e Carlos Coqueijo),
classificou-se em 8º lugar no "IV Festival
Internacional da Canção Popular",
sendo lançado nesse mesmo ano o disco homônimo.
Em 1970, a convite de Ivon Curi, apresentou-se
em Luanda, na África. No ano seguinte,
gravou o quarto LP, no qual interpretou "Ilu
ayê" (Norival Reis e Silvestre Davi
da Silva), samba-enredo da Portela, e "É
baiana" (Fabrício da Silva, Baianinho,
Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio),
música que obteve considerável sucesso
no carnaval de 1970. No ano posterior, em 1972,
lançou o LP "Clara, Clarice, Clara",
no qual interpretou "Seca do nordeste",
samba-enredo da Escola de Samba Tupi de Brás
de Pina - pequena escola do subúrbio carioca
-, além de "Morena do mar" (Dorival
Caymmi), "Vendedor de caranguejo" (Gordurinha)
e a faixa-título, "Clara Clarice Clara",
de autoria de Caetano Veloso e Capinam. O disco
ainda contou com arranjos e orquestrações
do maestro Lindolfo Gaya e com músicos
do quilate do violonista Jorge da Portela e Carlinhos
do Cavaco. Ainda em 1972, estreou o primeiro show,
"Sabiá, sabiô", com textos
de Hermínio Bello de Carvalho, no Teatro
Glauce Rocha no Rio de Janeiro.
Gravou a música "Tristeza pé
no chão", de Armando Fernandes, chegando
o compacto simples a vender mais de 100 mil cópias.
Apresentou-se no "Festival de Música
de Juiz de Fora", em Minas Gerais, que contava
no júri com Clementina de Jesus, Hermínio
Bello de Carvalho e Ricardo Cravo Albin.
Lançou em 1973 o LP "Clara Nunes".
Neste mesmo ano, estreou o show "O poeta,
a moça e o violão", juntamente
com Vinicius de Moraes e Toquinho, no Teatro Castro
Alves, em Salvador. Também em 1973, foi
convidada pela rádio e televisão
portuguesa a fazer shows em Portugal, cumprindo
uma temporada em Lisboa, quando percorreu alguns
outros países da Europa, como a Suécia,
onde gravou um especial ao lado da Orquestra Sinfônica
de Estocolmo para a TV local.
Em 1974 integrou a comissão que representou
o Brasil no "Festival do Midem", em
Cannes, na França. Nesse mesmo ano, lançou
somente na Europa o LP "Brasília",
fonte para o LP "Alvorecer", que chegou
às paradas de sucesso da época através
de três músicas: "Contos de
areia" (Romildo S. Bastos e Toninho Nascimento),
"Menino Deus" (Mauro Duarte e Paulo
César Pinheiro) e "Meu sapato já
furou" (Mauro Duarte e Elton Medeiros). Sobre
este disco, escreveu na contracapa Adelzon Alves:
"Menino Deus ou Alvorecer poderia muito bem
ser o nome desse novo disco de Clara Nunes, devido
a esses sambas maravilhosos de Mauro Duarte e
Paulo César Pinheiro e Ivone Lara e Délcio
de Carvalho. Com otimismo dominante na mensagem
desses dois grandes sambas, e a seqüência
de afros e outras coisas bem brasileiras, em especial
'O que é que a baiana tem' de Caymmi, ficamos
bastante certos de que esse disco acabará
de fixar, definitivamente, esta imagem áudio
e visual de cantora essencialmente brasileira,
que Clara Nunes vem assumindo, como foi planejado
há quatro anos passados, começando
pelo 'Misticismo da África ao Brasil'.
Ficamos certos disso não só pelo
seu sucesso perante o público brasileiro,
mas também em Portugal, Suécia e
finalmente no Festival do Midem, na França,
que é do conhecimento de todos.".
Ainda em 1974, ao lado de Paulo Gracindo, atuou
em "Brasileiro profissão esperança",
espetáculo de Paulo Pontes, referente à
vida da cantora e compositora Dolores Duran e
do compositor e jornalista Antônio Maria.
O show ficou em cartaz no Canecão até
1975, gerando disco homônimo. Ainda neste
ano, casou-se com o poeta, letrista e produtor
Paulo César Pinheiro. Nesta época,
percorreu vários países da Europa
em turnê e lançou o LP "Claridade",
seu disco de maior sucesso, com as músicas
"O mar serenou" (Candeia) e "Juízo
final" de autoria de Nelson Cavaquinho e
Élcio Soares. Neste mesmo ano de 1975,
bateu o recorde de vendagem feminina com o disco
"Claridade" e puxou na avenida o samba-enredo
da Portela, "Macunaíma, herói
da nossa gente", de autoria de Norival Reis
e Davi Antônio Correia, com o qual a escola
classificou-se em 5º lugar no Grupo 1.
Em 1976, gravou o LP "Canto das três
raças", no qual também foram
incluídas "Lama" (Mauro Duarte),
"Tenha paciência" (Nelson Cavaquinho
e Guilherme de Brito), "Riso e lágrimas"
(Nelson Cavaquinho, Rubens Brandão e José
Ribeiro), "Fuzuê" (Romildo e Toninho)
e "Retrato falado" (Eduardo Gudin e
Paulo César Pinheiro), além da faixa-título,
de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro,
grande sucesso da cantora. No ano seguinte, inaugurou
o Teatro Clara Nunes com o show "Canto das
três raças". Lançou o
disco "As forças da natureza",
com a participação de Clementina
de Jesus na faixa "PCJ-Partido da Clementina
de Jesus" (Candeia) e no qual ela apareceu
pela primeira vez como compositora na faixa "À
flor da pele", feita em parceria com Maurício
Tapajós e Paulo César Pinheiro.
Outros grandes sucessos desse mesmo LP foram as
músicas "Coisa da antiga" (Wilson
Moreira e Nei Lopes), "As forças da
natureza" (João Nogueira e Paulo César
Pinheiro) e "Coração leviano",
de Paulinho da Viola.
No ano de 1978, lançou o LP "Guerreira",
interpretando vários ritmos brasileiros,
além do samba, sua marca registrada. Participou
do disco "Vida boêmia", de João
Nogueira, no qual interpretou "Bela cigana"
de autoria de João Nogueira e Ivor Lancellotti.
Ainda em 1978, lançou outro disco, "Esperança",
com destaque para a faixa "Feira de Mangaio",
de autoria de Sivuca e Glorinha Gadelha. Participou
ao lado de Chico Buarque e Maria Bethânia,
entre outros, do show no Riocentro, que ficaria
marcado na história política do
país devido à explosão de
uma bomba. No ano seguinte, participou do LP "Clementina",
de Clementina de Jesus.
Em 1980, participou dos LPs "Cabelo de milho",
de Sivuca, e "Fala meu povo", de Roberto
Ribeiro. Nesse ano, ao lado de Elba Ramalho, Djavan,
Dorival Caymmi e Chico Buarque, entre outros,
viajou para Angola representando o Brasil. Por
essa época Chico Buarque compôs em
sua homenagem "Morena de Angola", incluída
no LP "Brasil mestiço". Deste
mesmo disco, outras faixas despontaram nas emissoras
de todo o país: "Brasil mestiço,
santuário da fé" (Mauro Duarte
e Paulo César Pinheiro), "Peixe com
coco" (Alberto Lonato, Josias e Maceió
do Cavaco), "Última morada" (Noca
da Portela e Natal) e "Viola de Penedo"
de autoria de Luiz Bandeira.
Estreou em 1981 o show "Clara mestiça",
dirigido por Bibi Ferreira. Ainda neste ano, gravou
o LP "Clara", com grande sucesso para
a música "Portela na avenida"
(Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro),
com a participação especial da Velha-Guarda
da Portela nesta faixa. Também em 1981,
a Odeon lançou uma coletânea intitulada
"Sucesso de ouro". No ano posterior,
participou do LP "Kasshoku", lançado
pela gravadora Toshiba/Emi, do Japão e
gravou um especial para a emissora de TV NHK.
Nesse mesmo ano, apresentou-se na Alemanha ao
lado de Sivuca e Elba Ramalho, sendo ovacionada
pelo público alemão. Ainda em 1982,
lançaria seu derradeiro LP, "Nação",
destacando-se as canções "Nação"
(João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio),
"Menino Velho" (Romildo e Toninho),
"Ijexá" (Edil Pacheco), "Serrinha"
(Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro),
uma homenagem dos compositores à escola
de samba Prazer da Serrinha e ao Morro da Serrinha,
reduto do jongo, situado no subúrbio carioca
de Vaz Lobo.
Clara Nunes faleceu no Sábado de Aleluia
do ano de 1983, após uma cirurgia, aparentemente
banal, depois de 28 dias no CTI. Seu corpo foi
velado por mais de 50 mil pessoas na quadra da
escola de samba Portela. O enterro, no dia dois
de maio no cemitério São João
Batista, foi acompanhado por uma multidão
de fãs e amigos. Em sua homenagem, a rua
em Madureira onde fica a sede da Portela, sua
escola de coração, recebeu seu nome.
No ano de 1986 a Velha-Guarda da Portela no disco
"Doce recordação", produzido
por Katsunori Tanaka (lançado no Japão),
interpretou "Flor do interior", composição
de Manacéia, uma das muitas feita em homenagem
à cantora. Outro compositor, desta vez
da Escola Império Serrano, Aluízio
Machado, também compôs em sua homenagem
a música "Clara”.
Em 1989, a gravadora WEA lançou o CD "O
samba: Brazil classics 2" para o mercado
americano com vários artistas, incluindo
Clara Nunes. Ainda nesse ano, a gravadora EMI-Odeon
produziu uma coletânea de sucessos, "Clara
Nunes, o canto da guerreira", que trouxe
na contracapa um texto de Paulo César Pinheiro:
"Fazer uma coletânea de sucessos da
carreira de uma artista como Clara é sempre
muito difícil. O pessoal vai sentir falta
de muita coisa boa. Mas valeu - e valeu pela panorâmica
que se conseguiu dar da obra de uma grande cantora
desse país que se esquece tão rápido
de seus representantes mais verdadeiros. Valeu
porque pôde resgatar gravações
de início de carreira com a qualidade sonora
bastante melhorada pelos modernos processos de
restauração da avançada indústria
fonográfica. Valeu, porque se percebe a
trajetória de seu caminho musical, desde
o primeiro até o último grande sucesso,
passando por muitas de suas várias fases
de interpretação e mudança
de gêneros, sem perder nunca as características
fundamentais da alma de sua terra. Valeu por ser
mais um disco essencialmente brasileiro, hoje
tão raro no 'País do Carnaval'.
E valeu porque mais uma vez, e sempre, se pode
ouvir - pra nossa satisfação e saudade
- o canto da Guerreira.".
Em 1991, outra gravadora americana, a World Pacific,
lançou o CD "Axé Brazil",
com vários artistas, inclusive Clara Nunes.
No ano seguinte, a EMI-Odeon lançou a "Série
2 em 1", compilando em CD dois LPs: "Brasil
mestiço" e "Nação".
Nesse mesmo ano, a gravadora World Pacific lançou
o CD "Best of Clara Nunes”.
Em 1993, a gravadora Som Livre lançou
o CD "Clara Nunes - 10 anos" e a EMI-Odeon
lançou pela "Série 2 em 1"
os discos "Adoniran Barbosa" e "Adoniram
Barbosa e convidados", este último,
também com a participação
de Clara Nunes.
A EMI-Odeon em 1994, lançou em CD a coletânea
"O canto da guerreira", originalmente
lançada em LP, e ainda outro CD, "O
canto da guerreira volume 2", além
da coletânea "Meus momentos",
reunindo alguns de seus sucessos. Nessa ocasião,
a gravadora Saci lançou o CD "Homenagem
a Mauro Duarte", que contou com a voz de
Clara Nunes, uma de suas maiores amigas e a sua
principal intérprete.
Em 1995, a Odeon lançou "Yele Brazil",
coletânea que reuniu vários artistas,
entre eles Clara Nunes. Nesse mesmo ano, foi lançado
o CD "Clara Nunes com vida", produzido
por Paulo César Pinheiro e José
Milton, para a EMI-Odeon, no qual foram acrescidas
as vozes de outros artistas fazendo duetos com
Clara Nunes. Nas 14 faixas, compareceram Emílio
Santiago, Martinho da Vila, Chico Buarque, Nana
Caymmi, Roberto Ribeiro, João Bosco, Elba
Ramalho, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Alcione,
Marisa Gata Mansa, Paulinho da Viola, Ângela
Maria e João Nogueira. Dentre as outras
coletâneas e discos que foram lançados
nesse mesmo ano, destacam-se: "Brazil: a
century of song: MPB", pela Blue Jackel -
EUA e "O talento de Clara Nunes", pela
EMI-Odeon.
Em 1996, foi lançado o CD "Samba",
com vários artistas, pela gravadora Hemisphere.
No ano seguinte, a gravadora Toshiba-EMI lançou
o CD "A gema do samba", no Japão,
com a participação da cantora e
de outros artistas. A EMI-Odeon reeditou a sua
obra completa: 16 LPs, com as capas reproduzidas
do original, remasterizados no Estúdio
Abbey Road, em Londres, considerado o melhor do
mundo.
No ano de 1999, Alcione gravou o CD "Claridade",
com os maiores sucessos da carreira da amiga.
Em junho e julho de 2001, foi apresentado no
teatro do Centro Cultural Banco do Brasil, no
Rio de Janeiro, o musical "Clara Nunes Brasil
mestiço".
Clara Nunes fez sucesso na América Latina,
Espanha, Portugal, Israel, Alemanha e Japão,
mas era com Angola que ela mais se identificava
e para onde viajou algumas vezes. Para ela, os
três maiores estadistas do Terceiro Mundo
eram Agostinho Neto, poeta e líder revolucionário
angolano, Fidel Castro e Juscelino Kubitschek.
Em 2002 foi lançado o livro "Velhas
Histórias, memórias futuras"
(Editora Uerj), de Eduardo Granja Coutinho, no
qual o autor faz várias referências
à cantora.
No ano de 2003, em comemoração
aos seus 60 anos, foi lançado pela gravadora
DeckDisc o CD duplo "Um ser de luz - saudação
à Clara Nunes", produzido por Paulão
Sete Cordas. O trabalho contou a participação
de diversos cantores e cantoras interpretando
parte de seu repertório: Mônica Salmaso
('Alvorecer', Dona Ivone Lara e Délcio
Carvalho), Élton Medeiros ('Lama', Mauro
Duarte), Rita Ribeiro ('Morena de Angola', Chico
Buarque), Mar'tnália ('Ijexá', Edil
Pacheco), Fafá de Belém ('Sem compromisso',
Ivor Lancelloti e Paulo César Pinheiro),
Renato Braz ('Menino Deus', Mauro Duarte e Paulo
César Pinheiro e ainda 'Nação',
de João Bosco, Paulo Emílio e Aldir
Blanc), Falamansa ('Feira de Mangaio' Sivuca e
Glorinha Gadelha), Monarco e Velha Guarda da Portela
('Peixe com coco', Alberto Lonato, Josias e Maceió
do Cavaco), Cristina Buarque ('Derramando lágrimas',
Alvarenga), Dona Ivone Lara ('Juízo final',
Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), Nilze
Carvalho ('A deusa dos Orixás', Romildo
e Toninho Nascimento), Teresa Cristina ('As forças
da natureza', João Nogueira e Paulo César
Pinheiro), Pedro Miranda ('Candongueiro', Wilson
Moreira e Nei Lopes), Alfredo Del Penho ('Coisa
da antiga', Wilson Moreira e Nei Lopes), Wilson
Moreira ('O mar serenou', Candeia), Helen Calaça
('Basta um dia', Chico Buarque) e ainda Seu Jorge,
Walter Alfaiate e Elza Soares, entre outros. No
encarte do disco escreveu Paulo César Pinheiro;
“... Pessoas jovens que, provavelmente,
nem viram Clara cantar ao vivo, se debruçando
com paixão naquilo que ela deixou registrado
para sempre. Músicas que mostram um dos
caminhos mais brasileiros de nossa Música
Popular”.
Em 2004 a gravadora EMI Music lançou uma
caixa com nove CDs reunindo os 16 discos solos
e ainda raridades e participações
da cantora em discos alheios e tributos, além
da reedição dos primeiros discos
da cantora, fase na qual interpretava versões
de canções italianas, francesas
e boleros românticos.
No ano de 2005 a gravadora EMI lançou
a coletânea "Clara Nunes canta Tom
e Chico", na qual compilou algumas gravações
de discos anteriores da cantora, entre elas: "Apesar
de Você", "Umas e outras",
"Desencontro", "Morena de Angola"
e "Novo amor", de Chico Buarque. De
Tom Jobim e parceiros, foram incluídas
"Insensatez", "A felicidade"
e "Sabiá", da dupla Tom e Chico.