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COLUNA DO SAMBA

Terceira idade na Mocidade

Na semana passada uma noticia “chocou” o mundo do samba: Elza Soares será a madrinha de bateria da Mocidade!
Digo que chocou pelos seguintes fatos: Quando se vê o titulo de madrinha de bateria, a gente pensa logo nas gostosonas produzidas excepcionalmente para esse propósito, e o nome da Elza soa pesado nesse quesito. O outro ponto foi a colocação do jornalista Daniel Pereira, no blog Samba de Rede .
A resposta veio com Fabio Fabato na Galeria do Samba .  E o que era pra ser apenas uma noticia, virou uma discussão. Concordo plenamente que Elza Soares é um nome de respeito para o samba e a homenagem é justa, assim como Dodô foi madrinha na Portela, mas acredito que ela deva se apresentar de acordo com sua idade. Ela já deu entrevistas dizendo que estava com personal trainer pra estar com tudo em cima. Seria pra desfilar com trajes minúsculos? Não dá!
Quanto a discussão dos jornalistas, fica a pergunta: Cadê a tal de liberdade de expressão que tanto se briga por aí? O cara não pode falar o que acha? Tem que ser jornalista mecânico? Só escreve o que os outros vão gostar de ler?
Cada um tem a sua opinião. É claro que todos sabem quem é Elza Soares e o que ela representa, é claro que todos sabem que ela é uma senhora e que não dá pra desfilar vestindo tanguinha.
Precisamos deixar a opinião das pessoas sem se sentir ofendido. Eu por exemplo, não gostei da gravação do DVD do Casuarina, mas será que eu não posso falar mal, só porque o grupo têm uma “história”?
Eu acho a Nana Gouvêa gostosa, mas acho que ela não samba nada. Mas não posso falar porque ela foi a garota da banheira e da vida do Gugu?
Viva a liberdade de expressão! E dá-lhe Elza, de biquini ou de burca, salve a Mocidade!!!


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