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O SONHO DO CARNAVAL
Mais um ano se cumpre, e com a chegada de
2012, a ansiedade para o carnaval que já vem de 2011,
no início do novo ano se apresenta ainda mais forte.
Acaba com aquela confusão que acontece quando nos referimos
ao carnaval do ano corrente como sendo do ano passado, agora
podemos falar sem medo que o samba de tal escola do ano passado
é melhor ou pior que o desse ano e por aí vai.
Como todo bom folião que se preza já é
tempo de ficarmos antenados com os ensaios técnicos,
nas ruas, nas quadras, com os bailes pré-carnavalescos
e os blocos que já começam a esquentar ainda
mais a estação mais carioca e alegre que se
tenha notícia.
A pouco mais de um mês para as festividades de momo
o sangue começa a esquentar, as tradicionais marchinhas
invadem a mente e o sambas-enredo aquecem os corações,
seja relembrando memoráveis sambas, seja aprendendo
e festejando os sambas da safra 2012, que já aponta
alguns favoritos aos mais populares, independente da qualidade
técnica, têm sambas simples, mas animados e tem
os mais diferentes do que se vem fazendo há algumas
décadas, mas que mesmo assim caíram no gosto
popular, o que prova que o público gosta do que lhe
cai bem aos ouvidos, independente se é uma linda poesia,
melodia rebuscada, harmonia simples ou complicada, se fala
disso ou daquilo outro, muitas vezes gostam do samba sem nem
saber do que se trata o enredo. Agora, se funciona na avenida,
pra efeitos de competição, é outra história,
ultimamente temos visto muitas escolas campeãs com
sambas de maneira geral não tão populares, o
que deixa sempre aquela sensação de que cada
vez mais o que conta é a parte técnica, o que
os jurados acham, pro público resta curtir o momento
e comentar o resultado, sempre contestável.
Infelizmente os desfiles foram se tornando algo muito diferente
ao longo dos tempos, conseqüência de inúmeros
interesses em se lucrar de todas as partes possíveis,
de todos os lados do jogo que o carnaval se tornou, esses
desfiles que já foram apenas uma festa para as agremiações
e seus fiéis componentes, que hoje já não
fazem tanta questão ou já não desfilam
com a mesma empolgação nem o compromisso de
outrora, pois já não veem tanta motivação
em participar do grande circo em que os desfiles na Sapucaí
se tornaram.
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