COM SHOW DE ARLINDO CRUZ E RELEITURA
DO 1º DESFILE
HORÁRIO: a partir das 19h
DATA: 07 de fevereiro – terça-feira
LOCAL: Terreirão do Samba
(Av. Benedito Hipólito, s/nº
- Centro. Próximo à Praça Onze
e ao lado do Sambódromo)
JORNAL EXTRA E PREFEITURA
DO RIO COMEMORAM OS 80 ANOS DE DESFILES DE CARNAVAL
Em 1932 aconteceu o primeiro desfile
das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Até
então, das agremiações que hoje
assistimos na Sapucaí, existiam apenas a Estácio
de Sá, a Portela, a Unidos da Tijuca e a Mangueira.
E para comemorar os 80 anos deste acontecimento histórico,
o jornal EXTRA realiza, com apoio da Prefeitura do
Rio, um grande evento no dia 7 de fevereiro no Terreirão
do Samba, local onde nasceu o que hoje é considerada
a maior festa popular do mundo.
Na ocasião, as Escolas de
Samba que estavam presentes desde o primeiro desfile
apresentarão uma releitura do evento de 1932,
com todos os detalhes da época, das roupas
às personalidades. Os sambas enredo também
ganharão voz.
O evento faz parte do projeto de
inauguração do Terreirão e apresentará
um show do sambista Arlindo Cruz, com abertura de
Arlindinho. Haverá ainda uma homenagem as personalidades
desses 80 anos de desfile, divididas em nove categorias:
Mestre-sala, Porta-bandeira, Intérprete, Carnavalesco,
Passista, Musa, Compositor, Velha Guarda e Ritmista/Mestre
de bateria. Os nomes foram escolhidos por júri
composto por Arlindo Cruz, Carlinhos de Jesus, Haroldo
Costa, Maria Augusta, Ana Paula Araújo (TV
Globo), Martinho da Vila, Fernando Pamplona, Monarco,
Teresa Cristina, Nelson Sargento, Hiram Araújo
e Beth Carvalho.
E não poderia faltar uma
homenagem a personalidade da história dos desfiles.
Cartola, Delegado, Dodô da Portela, Dona Ivone
Lara, Fernando Pamplona, Jamelão, Joãosinho
Trinta, Mestre André, Neguinho da Beija-Flor
e Paulo da Portela são os nomes de destaque.
A escolha desta personalidade está sendo realizada
através de votação popular no
site extraonline.com.br.
COMO TUDO COMEÇOU
Há 80 anos, em 7 de fevereiro
de 1932, a Mangueira ganharia o campeonato de samba
organizado pelo jornal “Mundo Sportivo”.
Desfilando pela Rua Marquês de Pombal, a “Verde
e Rosa” foi escolhida por um júri que
tinha a participação do jornalista e
historiador Raymundo Magalhães Jr., pai da
carnavalesca Rosa Magalhães.
A competição contava
com 23 agremiações que tinham cerca
de 100 integrantes, dentre elas a Portela, a Mangueira,
a Unidos da Tijuca e a Estácio, que na época
se chamava Segunda Linha do Estácio. A Escola
deu origem a Unidos de São Carlos, que venho
a se tornar a Estácio de Sá que hoje
conhecemos.
Em 1932, não havia enredo
para direcionar o desfile e cada escola podia cantar
três sambas inéditos com a primeira parte
fixa e a segunda improvisada na hora por figuras conhecidas
como "versadores". Antes disso, existiram
apenas campeonatos de samba.