O SESI Cultural esquenta os tamborins para
o Carnaval 2012 realizando a partir do dia 17 de janeiro,
às 19h, A FEBRE DO SAMBA – O Samba Enredo no
Século XX, série de 10 espetáculos onde
sambistas e passistas apresentarão os 76 sambas enredo
mais bonitos da história do Carnaval carioca, selecionados
pelo diretor musical Guilherme Gonçalves. O público
da velha guarda e da nova geração vai poder
reviver e conhecer os sambas desde 1929. Os espetáculos
têm ainda roteiro e direção de Emmanuel
Santos e serão apresentados às terças
e quintas-feiras, às 19h, no Teatro SESI Centro (Av.
Graça Aranha, 1 - Tel: (21) 2563-4163), com ingressos
a R$ 5,00.
A série A FEBRE DO SAMBA –
O Samba Enredo no Século XX transformará o Teatro
SESI num mini Sambódromo. Um elenco de primeira e convidados
especiais, como Selminha Sorriso, a grande porta-bandeira
da “Beija-Flor de Nilópolis”, e Manoel
Dionísio, lendário mestre-sala e responsável
pela única escola carioca de mestres-sala e portas-bandeira
do Rio de Janeiro, contarão a evolução
das Escolas de Samba. Completam o espetáculo 21 músicos:
4 cantores, 2 cavaquinhos, 2 violões e uma uma bateria
formada por 14 ritmistas escolhidos a dedo, com a participação
especial do mestre Odilon Costa, um dos mais premiados mestres
de bateria do carnaval carioca. Além disso, bailarinos
vindos das comissões de frente de algumas das principais
Escolas farão circular pelo teatro personagens como:
a Nega Maluca, a Baiana, o Malandro, a Colombina, a Tia Ciata
e Carmem Miranda.
Os shows são distintos: às
terças-feiras, às 19h, entram na passarela 40
sambas começando pelo “Ando sofrendo”,
da “Deixa Falar”, fundada por Ismael Silva, Nilton
Bastos e Mano Edgard e considerada por muitos a primeira Escola
de Samba. Às quintas-feiras, no mesmo horário,
uma seleção de 36 músicas, começando
no final dos anos 70 e encerrando em 1999. Segundo o diretor
Guilherme Gonçalves, a escolha das músicas teve
como prioridade a beleza musical de cada uma delas. “Não
levei em conta se pertencia a esta ou aquela Escola, ou se
havia ganho algum prêmio. Queremos mostrar a evolução
dos sambas enredo, os que tiveram maior repercussão
e, sobretudo, a qualidade musical.”
Para o diretor cênico Emmanuel Santos,
“escrever e dirigir um show com toda essa matéria
prima, o samba enredo, foi bastante estimulante, um grande
desafio que aceitei encarar. Já tive outras experiências
de juntar um “monte” de gente talentosa, num espetáculo
com várias linguagens artísticas e dar destaque
a cada uma nas suas devidas esferas. A FEBRE DO SAMBA junta
uma turma de primeira e o melhor de nossa cultura popular,
através de um espetáculo musical e divertido.
O público dirá se conseguimos alcançar
o objetivo”.
SHOW DE 3ªs FEIRAS, às 19h
O primeiro espetáculo da série
começa com o primeiro samba enredo “Ando sofrendo”
apresentado em 1929, pela Escola de Samba “Deixa Falar”.
A seguir, o diretor musical, Guilherme Gonçalves selecionou
mais 39 músicas apresentadas nas décadas de
30, 40, 50, 60 e 70.
Anos 30
1929 – “Ando sofrendo”
(Deixa Falar) e “Chega de demanda” (Mangueira)
1930 – “Linda demanda”
(Mangueira) e “Eu quero é nota” (Mangueira)
1934 – “Divina dama” (Mangueira)
1936 – “Não quero mais
amar a ninguém” (Mangueira) e “Natureza
bela do meu Brasil (Unidos da Tijuca)
1937 – “Linda Guanabara”
(Portela)
1939 – “Teste ao samba”
(Portela)
Anos 40/50
1949 – “Exaltação
a Tiradentes (Império Serrano)
1953 – “Sessenta e um anos de
República” (Império Serrano)
1955 – “As quatro estações
do ano” – (Mangueira)
Anos 60
1960 – “Quilombo dos Palmares”
(Salgueiro)
1963 – “As três capitais”
(Imperatriz Leopoldinense) e “Xica da Silva” (Salgueiro)
1964 – “Chico Rei” (Salgueiro)
e “Aquarela brasileira” (Império Serrano)
1965 – “Cinco bailes da história
do Rio” (Império Serrano)
1967 – “O mundo encantado de
Monteiro Lobato” (Mangueira)
1968 –“Sublime pergaminho”
(Unidos Lucas) e “Quatro séculos de moda e costumes”
(Unidos de Vila Isabel)
1969 – “Yayá do cais dourado”
(Unidos de Vila Isabel) e “Bahia de todos os deuses”
(Salgueiro)
Anos 70
1970 – “Lendas e mistérios
da Amazônia” (Portela)
1971 - “Lapa em três tempos”
(Portela) e “Festa para um Rei Negro” (Salgueiro)
1972 – “Mangueira, minha madrinha
querida” (Salgueiro), “Alô, Alô taí
Carmem Miranda” (Império Serrano); “Ilu
Ayê (Terra da vida) (Portela); “Martim Cererê”
(Imperatriz Leopoldinense); “Onde o Brasil aprendeu
a liberdade” (Unidos de Vila Isabel)
1973 – “Lendas do Abaeté”
(Mangueira)
1974 – “A festa do divino”
(Mocidade Independente de Padre Miguel); “O mundo melhor
de Pixinguinha” (Pizindin) (Portela)
1975 – “Festa do Círio
de Nazaré (Unidos de São Carlos)
1976 – “A lenda das sereias rainhas
do mar” (Império Serrano), “Os sertões”
(Em Cima da Hora) e “A arte negra na lendária
Bahia” (Unidos de São Carlos)
1976 - “Sonhar com rei dá leão”
(Beija-Flor)
SHOW DE 5ªs FEIRAS, às 19h
Foram selecionadas 36 músicas desta
segunda fase, com grandes destaques.
1977 – “Domingo” (União
da Ilha)
1978 – “O amanhã”
(União da Ilha) e “A criação do
mundo na tradição Nagô” (Beija-Flor)
Anos 80
1980 – “O quê que a Bahia
tem” (Imperatriz Leopoldinense)
1981 – “Das maravilhas do mar,
fez-se o esplendor de uma noite” (Portela)
1982 – “Bum bum paticumbum prugurundum”
(Império Serrano) e “É hoje” (União
da Ilha)
1984 – “Pra tudo se acabar na
quarta-feira” (Unidos de Vila Isabel) e “Skindô,
Skindô” (Salgueiro), “Contos de areia”
(Portela) e Yes, nós temos Braguinha” (Mangueira)
1985 –“E por falar em saudades”
(Caprichosos) e Ziriguidum 2001, carnaval das estrelas”
(Mocidade Independente de Padre Miguel)
1986 – “Caymmi mostra ao mundo
o que a Bahia e a Mangueira tem” (Mangueira)
1987 – “No Reino das Palavras,
Carlos Drummond de Andrade” (Mangueira) e “Raízes”
(Unidos de Vila Isabel)
1988 – “Cem anos de liberdade,
realidade ou ilusão” (Mangueira) e “Kizomba,
festa da raça” (Unidos de Vila Isabel)
1989 – “Ratos e urubus, larguem
a minha fantasia” (Beija-Flor de Nilópolis);
Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós (Imperatriz
Leopoldinense) e “Festa profana” (União
da Ilha)
Anos 90
1990 – “Vira virou, a Mocidade
chegou” (Mocidade Independente de Padre Miguel)
1991 – “Chuê, chuá,
as aguas vão rolar” (Mocidade Independente de
Padre Miguel) e “De bar em bar Didi um poeta”
(União da Ilha)
1992 – “Paulicéia desvairada
setenta anos de modernismo” (Estácio de Sá)
1993 – “A dança da lua”
(Estácio de Sá); “ No mundo da lua”
(Grande Rio) e “Peguei um Ita no Norte” (Salgueiro)
1994 – “Muito prazer... pode
me chamar de Vila” (Unidos de Vila Isabel) e “Atrás
da Verde e Rosa só não vai quem já morreu”
(Mangueira)
1995 – “Gosto que me enrosco”
(Portela)
1997 – Trevas! Luz! A Explosão
do Universo (Viradouro)
1998 – “Pará – O
mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu”
(Beijia-Flor de Nilópolis) e “Orfeu, o negro
do Carnaval” (Viradouro)
1999 – “O dono da terra (Unidos
da Tijuca) e “Araxá, lugar alto onde primeiro
se avista o sol” (Beija-Flor de Nilópolis)
FICHA TÉCNICA
Texto e direção – Emmanuel
Santos
Direção musical – Guilherme
Gonçalves
Participação especial: Selminha
Sorriso e Manoel Dionísio
Atores: Iléa Ferraz, Isabel Nessimian,
Matisael Lima, Sol Miranda, Zé Paulo Pessoa e Emmanuel
Santos
Cantores: Edu Silva, Chamon, Patrícia
Ferrer e Thaís Motta
Bailarinos: Carlos Magno, Gabriela C. Patrício,
Jardel Augusto, Narielli Nunes, Thiago Paixão e Yara
Barbosa (coreógrafa)
Músicos: Carlinhos do Cavaco e Amendoin
SP (cavaco), Rogério Fernandes (violão), Diogo
Cunha (violão de 7 cordas)
Percussão: Odilon Costa, Luciano Valle,
Rocyr Abbud, Erico de Souza, Georgia Camara, Isabela Iung,
Marcos de Azevedo, Raphael Guerra, Claudio Boca Cunha, Maninho
Costa, Luis Alfredo Luz, Nilson "Betão" Sampaio
e Julio Cear.
SERVIÇO
A FEBRE DO SAMBA – O Samba Enredo no
Século XX
Shows apresentando os mais belos sambas enredo
da história do Carnaval carioca, ao longo do século
20. Texto e direção de Emmanuel Santos e direção
musical de Guilherme Gonçalves. Participações
especiais de Selminha Sorriso, Odilon Costa, Manuel Dionísio
entre outros.
Teatro SESI Centro
Av. Graça Aranha, 1 – Centro
Tel: (21) 2563-4163
Dias 17, 19, 24, 26 e 31 de janeiro e dias
2, 7, 9, 14 e 16 de fevereiro, às 19h
De 17 de janeiro a 16 de fevereiro de 2011
Ingresso R$ 5,00
Vendas antecipadas na bilheteria do Teatro
SESI, de terça a sábado das 12 às 20h;
ou pelo site: www.ingresso.com (serão cobrados valores
pelo uso do site).